jul 272012
 

Quedas sucessivas da Selic estimularam bancos a reduzir ainda mais as taxas dos empréstimos para a casa própria

A concretização do sonho da casa própria está mais acessível para quem decidir pelo financiamento imobiliário. Acompanhando as quedas sucessivas da taxa básica de juros (Selic), que ocorre desde agosto de 2011 e atualmente está no patamar histórico de 8% ao ano, os bancos reduziram as taxas de suas operações de crédito. Para a categoria habitacional, três instituições oferecem juros ainda mais baixos.

A Caixa Econômica Federal foi o primeiro banco a promover a redução, que pode chegar a 21% pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Uma das medidas anunciadas é de que para os imóveis de até R$ 500 mil, dentro do SFH, os juros foram reduzidos de 10% para 9% ao ano. Os clientes da Caixa pagam juros menores, de 7,9% ao ano. Já para os imóveis que estão fora do SFH, os juros caem de 11% para 10%. Para imóveis acima de R$ 500 mil, as taxas caem de 11% a.a. para 10% a.a.. Com relacionamento e conta salário, o juro é de 9% a.a.

Traduzindo esse índices, o gerente regional da Caixa, Carlos Roberto de Souza, destaca que todo cliente, independentemente de relacionamento com o banco, em um financiamento de R$ 200 mil reais, por exemplo, economizará cerca de R$ 1,8 mil na prestação no primeiro ano, e um total de mais de R$ 18 mil em um contrato de 20 anos, por exemplo. O banco também ampliou de 30 para 35 anos o prazo para o financiamento imobiliário.

Com as medidas de democratização do acesso ao crédito, a expectativa da Caixa para este ano é aumentar em 20% o volume de concessão de empréstimo imobiliário na comparação com 2011. ”No ano passado emprestamos R$ 880 milhões. Este ano pretendemos ultrapassar R$ 1 bilhão em financiamentos imobiliários em Londrina e região”, projeta Souza. De acordo com o gerente regional, somente até abril R$ 340 milhões já foram contratados em 2.594 operações, contra 2.393 no primeiro quadrimestre de 2011.

Outro banco estatal que também anunciou a redução de juros para crédito imobiliário foi o Banco do Brasil (BB). Para imóveis de até R$ 500 mil, a taxa foi reduzida de 10% ao ano para 8,9%. No caso de imóveis com valor acima de R$ 500 mil, a taxa caiu de 11% ao ano para 10%. As taxas são acrescidas com a TR (Taxa Referencial). Clientes com a prestação em dia tem ainda desconto de 0,5 ponto percentual e mais 0,5 ponto percentual para quem possuir conta salário no banco. No caso de imóveis de até R$ 500 mil, o índice cai para 8,4% para clientes pontuais e até 7,9% se também tiver a conta salário no banco. Nos imóveis acima de R$ 500 mil pode passar de 10% ao ano para 9,5%, se o cliente for pontual no pagamento, e 9%, se mantiver a conta salário no banco. Em todos os casos é preciso acrescentar a variação da Taxa Referencial (TR).

No BB, o crédito imobiliário mantém trajetória de crescimento com saldo de R$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre de 2012 – expansão de 107,3% em 12 meses. Em Londrina, as previsões também são otimistas. ”O bom momento da economia e o fortalecimento da construção civil fizeram o banco acrescentar ao seu portfólio o crédito imobiliário. Nos últimos 12 meses, R$ 60 milhões foram contratados nessa modalidade em Londrina. Nossa meta é um volume de negócios 10 vezes maior”, revela o superintendente regional Márcio Antônio de Almeida Mello.

Dos bancos privados, o Santander foi o único a adotar medidas para facilitar o acesso ao crédito habitacional. A instituição ampliou de 30 para 35 anos o prazo de financiamento imobiliário para todas as linhas de crédito para compra de imóveis residenciais. ”O Brasil tem um enorme potencial imobiliário e queremos participar ativamente desse processo”, afirma o diretor de Negócios Imobiliários do Santander, José Roberto Machado. Estratégico para o banco, o crédito imobiliário registrou crescimento de 33,9% no último trimestre.

Fonte: Folha Web.

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