Cyrela, Eztec e Tegra mencionaram seus planos de recuperação após greves, no decorrer da entrega do prêmio Top Imobiliário.

Logo depois da paralisação de canteiros de obras e queda nas vendas durante o mês de maio, no qual também ocorreu a greve dos trabalhadores da construção em São Paulo e o protesto dos caminhoneiros em todo o País, as incorporadoras buscam resgatar o tempo perdido e preservar a trajetória de expansão dos negócios vista nos meses anteriores, disseram empresários, no decorrer da entrega do prêmio Top Imobiliário, feito pelo Grupo Estado.

O prêmio Top Imobiliário tem parceria do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) e a 25.ª edição teve como ganhadores as empresas Tenda e Lopes.

A Cury, parceira da Cyrela no mercado imobiliário de baixo renda, no mês anterior, em torno de cinco dias, obteve 80% dos canteiros parados. Fábio Curi, vice-presidente, comenta que no fim de semana da greve dos caminhoneiros, as vendas baixaram pela metade. “A situação já está normalizada, mas esse processo não é rápido”, argumenta o vice-presidente, recordando que a efetivação das vendas depende de agendamentos de visitas.

Na incorporadora que trabalha no ramo de imóveis de médio e alto padrão, a Eztec, o período perdido com as paralisações dos canteiros completa três semanas, informa Emílio Fugazza, diretor de relações com investidores. Esse tempo abrange as paradas de obras e o período essencial para reposição de insumos, como concreto e massas, que não são estocados.

Como resultado, a companhia aguarda um balanço mais fraco no trimestre, já que as receitas do setor são contabilizadas de acordo com o progresso das obras. Fugazza aponta, “Vamos ter um impacto de três semanas de um total de 12 semanas no balanço do trimestre”, além da redução das vendas pela metade durante o ponto mais alto da greve.

João Mendes, diretor de incorporação da Tegra (antiga Brookfield), comenta que a empresa alcançou o mês de maio apenas com paradas pontuais, que não atrapalhou as projeções para o ano. Entre maio e o início de junho, a Tegra conseguiu introduzir dois empreendimentos em Campinas, com cerca de 30% das unidades vendidas. “Continuamos com a meta de lançar empreendimentos que somam R$ 1,3 bilhão em valor geral de vendas. Neste mês, vamos atingir R$ 500 milhões”, comenta.

Fonte: Exame.

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